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UM CHEIRINHO DE LOURO...

por DonaHistoria, em 19.02.14

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Na minha casa não pode faltar umas folhinas de louro para temperar alguns pratos da cozinha tradicional portuguesa. O sabor do louro é tão agradável, especialmente em pratos de carne, que já se tornou imprescindível. Por tal, a minha curiosidade sobre esta planta recrudesceu. Vamos saber um pouco mais sobre ela:

 

Nome científico: Laurus nobilis - L.

 

Nome comum: Louro, Loureiro

 

Família: Lauráceas

 

O loureiro é chamado "árvore de plena luz", característico do clima mediterrâneo, existe nesta área até à Asia Menor. Teme o frio e não vai além dos 800 m de altitude. Embora pouco exigente quanto ao tipo de solo prefere-os leves e frescos, mas é comum em solos secos e mesmo pedregosos. Propaga-se por semente e rebenta bem pela touça e raízes.Vive cerca de 80 a 100 anos.

 

É uma planta muito ornamental e aromática. As suas flores também são perfumadas, mas são as folhas que são utilizadas como condimento. Produz uma madeira branco-rosa, dura, pesada, com um agradável cheiro. mas de pouca longevidade. 

 

Esta planta reconhece-se facilmente pelo cheiro característico quando se maceram as folhas.O seu aroma levou o homem a espalhar o loureiro por toda a Bacia Mediterrânica, não se sabendo hoje ao certo, qual a sua zona de origem.

 

Propriedades: 

 

Medicinais: digestiva, tratamento de bronquites, gripes e constipações. Possui propriedades anticancerígenas, antissépticas, adstringentes, carminativas, diuréticas, eméticas (induz o vómito), tonifica o estômago, estimula o apetite e a secreção de sucos digestivos. Quando consumida em doses elevadas apresenta propriedades narcóticas e é emenagogo (favorece a menstruação). O óleo do fruto é usado externamente para tratar entorses e hematomas; e o óleo das folhas tem propriedades narcóticas, fungícidas e antibacterianas.

 

Culinárias: aromatizar diversas sopas, doces e pratos de carne. De aroma doce e balsâmico, ressalta as notas da noz-moscada, da cânfora e proporciona uma adstringência refrescante. O louro é o ingrediente que nunca falta na cozinha portuguesa, sendo perfeito para caldos, guisados, todos os tipos de carne e também arroz. Combina com manjerona, salva, segurelha e tomilho.

 

Na Grécia Antiga, as coroas confeccionadas com ramos de louro eram o símbolo da vitória para os atletas e heróis nacionais, consagradas a Apolo. Esse costume também foi herdado por Roma, na época dos Césares. Por isso, o termo laureado deriva justamente do género Laurus.

 

A medicina popular indica o chá das suas folhas em caso de problemas com a digestão.

 

Vou mas é cortar mais um raminho de louro para pendurar atrás da porta da cozinha...

 

 

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SERPÃO: A AROMÁTICA DESCONHECIDA!

por DonaHistoria, em 05.02.14

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Confesso que também não conhecia, mas uma vizinha ofereceu-me um pé de serpão para plantar, dando-me a conhecer esta aromática. Ao que parece, é muito utilizada e conhecida nas regiões beirãs, sendo muitas vezes confundida com o vulgar tomilho. Segundo me ditou a vizinha Rosa, é bastante utilizada para condimentar pratos de carne, sobretudo o cabrito e o borrego

 

Nome científico: Thymus serpyllum - L.

Nome comum: serpão, tomilho selvagem, serpilho, serpol...

 

Da família das Labiadas, esta espécie de tomilho selvagem é originária de toda a Europa, inclusivamente da Grã-Bretanha, Suécia, Hungria e Roménia. 

 

Trata-se de uma erva aromática sempre verdejante, normalmente rasteira, embora possa crescer até uma altura de 30 cm. É resistente ao frio e floresce na primavera. É importante como planta atraente de insectos polinizadores. É também muito utilizada em jardins rochosos como planta ornamental.

 

Na culinária, as suas folhas são utilizadas em saladas ou como tempero de alguns pratos de carne, como já mencionámos. A infusão das suas folhas produz, da mesma forma, um chá bastante apetitoso. 

 

 

Do ponto de vista medicinal, esta erva possui propriedades antisépticas, sendo benéfica para o sistema digestivo, inclusivamente no combate a afecções da boca. É muito utilizada no tratamento de doenças respiratórias, como a bronquite, devido ao seu efeito expectorante. A evidência demonstra que possui efeitos positivos no alívio de dores menstruais, cólicas, dores reumáticas e no tratamento do alcoolismo. Contudo, deve ser evitado o seu consumo durante a gravidez.

 

O óleo essencial extraído das folhas e das inflorescências do serpão é sobejamente utilizado na indústria perfumista. As suas flores são utilizadas para repelirem as traças da roupas. 

 

Sabendo tudo isto, diga lá se não vale a pena ter um pé de serpão na sua horta ou jardim?

 



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