Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Local, em português, de troca de ideias e de experiências, no âmbito da horticultura, jardinagem, cozinha saudável, animais.... Enfim, tudo de bom que faz parte da vida.... Junte-se a nós!

O coentro (Coriandrum sativum) é uma erva extremamente aromática, da família das Umbelíferas. As suas folhas inferiores são semelhantes às da salsa, confundindo-se muitas vezes com esta. Contudo, as folhas superiores são mais recortadas e com uma fragância intensa.
As folhas de coentros frescos dão um toque especial a uma ampla variedade de pratos portugueses. A sua importância nas saladas, nomeadamente na salada de alface, nos pratos com favas, nas açordas alentejanas e até no arroz de marisco, é impressionante. Os coentros fazem toda a diferença!
Do ponto de vista terapêutico, o coentro é também utilizado para resolver algumas afecções. A sua acção no sistema digestivo, tratando a flatulência, a diarreia e as cólicas, é sobejamente conhecida.
A semente de coentro é, também, muito importante do ponto de vista terapêutico. A semente crua é usada para estimular o fluxo gástrico e para evitar o mau hálito. Aliás, mascar a semente do coentro é o remédio eficaz para evitar o mau hálito instalado após a ingestão de alho. A semente pode, ainda, ser aplicada como cataplasma contra as dores reumáticas...
O óleo da semente do coentro é, ainda, utilizado na fabricação de sabão, sendo também fungicida e bactericida.
Na verdade, o coentro é uma aromática que se ama ou se odeia. É de forte aroma e deve estar sempre presente num canteiro de aromáticas... Se não conhece, experimente. Não vai ficar indiferente!

Confesso que também não conhecia, mas uma vizinha ofereceu-me um pé de serpão para plantar, dando-me a conhecer esta aromática. Ao que parece, é muito utilizada e conhecida nas regiões beirãs, sendo muitas vezes confundida com o vulgar tomilho. Segundo me ditou a vizinha Rosa, é bastante utilizada para condimentar pratos de carne, sobretudo o cabrito e o borrego.
Nome científico: Thymus serpyllum - L.
Nome comum: serpão, tomilho selvagem, serpilho, serpol...
Da família das Labiadas, esta espécie de tomilho selvagem é originária de toda a Europa, inclusivamente da Grã-Bretanha, Suécia, Hungria e Roménia.
Trata-se de uma erva aromática sempre verdejante, normalmente rasteira, embora possa crescer até uma altura de 30 cm. É resistente ao frio e floresce na primavera. É importante como planta atraente de insectos polinizadores. É também muito utilizada em jardins rochosos como planta ornamental.
Na culinária, as suas folhas são utilizadas em saladas ou como tempero de alguns pratos de carne, como já mencionámos. A infusão das suas folhas produz, da mesma forma, um chá bastante apetitoso.
Do ponto de vista medicinal, esta erva possui propriedades antisépticas, sendo benéfica para o sistema digestivo, inclusivamente no combate a afecções da boca. É muito utilizada no tratamento de doenças respiratórias, como a bronquite, devido ao seu efeito expectorante. A evidência demonstra que possui efeitos positivos no alívio de dores menstruais, cólicas, dores reumáticas e no tratamento do alcoolismo. Contudo, deve ser evitado o seu consumo durante a gravidez.
O óleo essencial extraído das folhas e das inflorescências do serpão é sobejamente utilizado na indústria perfumista. As suas flores são utilizadas para repelirem as traças da roupas.
Sabendo tudo isto, diga lá se não vale a pena ter um pé de serpão na sua horta ou jardim?
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.