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As calêndulas (Calendula officinalis) são flores belíssimas que encontramos, muitas vezes, nos jardins. Contudo, poucos sabem que esta planta, de um amarelo inconfundível, tem variadas propriedades, medicinais, cosméticas e até é utilizada na culinária, enquanto flor comestível.
As calêndulas, também conhecidas por "maravilhas" são plantas anuais e rústicas, e são de origem mediterrânea, podendo atingir entre 30 a 50 cm de altura. São um remédio tradicional e muito popular nos meios rurais. As folhas e as flores podem ser utilizadas frescas ou secas, embora a secagem seja a melhor opção. Vamos começar por perceber as suas virtudes terapêuticas:
- Um chá de pétalas tonifica a circulação e pode aliviar as varizes;
- As hastes trituradas podem ser aplicadas para remover calos e verrugas;
- Auxilia a cicatrização de feridas;
- Reduz a inflamação na boca e faringe;
- A infusão acalma os espasmos gástricos e intestinais e as dores menstruais;
- Em pomada, é um bom antiséptico, fungicida e adstringente;
- Auxilia nos problemas de pele, como inflamações, picadas e queimaduras solares.
A cosmética também utiliza esta planta para:
- a produção de cremes para amaciar a pele;
- usado como enxaguador capilar, dando tons dourados ao cabelo castanho ou ruivo.
Do ponto de vista culinário, as calêndulas são boas para:
- saladas: adicionar pétalas frescas;
- sopas e bolos: adicionar pétalas secas;
- colorir e dar sabor a sopas, arroz, sendo um possível substituto do açafrão.
Repare bem as virtudes que as calêdulas que, muitas vezes, decoram os jardins, podem ter a vários níveis.... Só as conhecendo poderemos utilizar todas as suas funcionalidades.... ![]()
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Confesso que também não conhecia, mas uma vizinha ofereceu-me um pé de serpão para plantar, dando-me a conhecer esta aromática. Ao que parece, é muito utilizada e conhecida nas regiões beirãs, sendo muitas vezes confundida com o vulgar tomilho. Segundo me ditou a vizinha Rosa, é bastante utilizada para condimentar pratos de carne, sobretudo o cabrito e o borrego.
Nome científico: Thymus serpyllum - L.
Nome comum: serpão, tomilho selvagem, serpilho, serpol...
Da família das Labiadas, esta espécie de tomilho selvagem é originária de toda a Europa, inclusivamente da Grã-Bretanha, Suécia, Hungria e Roménia.
Trata-se de uma erva aromática sempre verdejante, normalmente rasteira, embora possa crescer até uma altura de 30 cm. É resistente ao frio e floresce na primavera. É importante como planta atraente de insectos polinizadores. É também muito utilizada em jardins rochosos como planta ornamental.
Na culinária, as suas folhas são utilizadas em saladas ou como tempero de alguns pratos de carne, como já mencionámos. A infusão das suas folhas produz, da mesma forma, um chá bastante apetitoso.
Do ponto de vista medicinal, esta erva possui propriedades antisépticas, sendo benéfica para o sistema digestivo, inclusivamente no combate a afecções da boca. É muito utilizada no tratamento de doenças respiratórias, como a bronquite, devido ao seu efeito expectorante. A evidência demonstra que possui efeitos positivos no alívio de dores menstruais, cólicas, dores reumáticas e no tratamento do alcoolismo. Contudo, deve ser evitado o seu consumo durante a gravidez.
O óleo essencial extraído das folhas e das inflorescências do serpão é sobejamente utilizado na indústria perfumista. As suas flores são utilizadas para repelirem as traças da roupas.
Sabendo tudo isto, diga lá se não vale a pena ter um pé de serpão na sua horta ou jardim?
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