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Cultivada desde tempos imemoriais, a couve de folhas apresenta-se sob várias variedades, das mais lisas às mais crespas. Na Roma Antiga consumia-se esta couve após os estados de embriaguês, em mercê do seu comprovado efeito desintoxicante no organismo humano.
Antes de mais, a couve-galega (Brassica oleracea var. acephala DC) tem a grande vantagem de ser produzida durante todo o ano e em qualquer zona climática do país.
Oriunda da costa mediterrânica e da Ásia, é também conhecida por Couve cigana, couve todo o ano, couve sem cabeça, de cortar ou couve de folhas.
São couves com folhas grandes que se vão retirando ao longo do ano conforme as necessidades, podendo atingir uma envergadura de 2m de altura.
Em Portugal, é sobejamente utilizada na confecção de caldo verde e de outros pratos tradicionais, como a feijoada ou o cozido à portuguesa.
A couve-galega é uma óptima fonte de dois antioxidantes, a vitamina C e o betacaroteno. O organismo converte o betacaroteno em vitamina A, necessária para a visão nocturna, pele e resistência ás infecções. Uma dose de 100 gramas de couve-galega (crua ou cozida) fornece ¾ da dose diária recomendada de vitamina A – e quase o dobro da dose diária recomendada de vitamina C, que ajuda a manter o sistema imunitário saudável.
A couve-galega é uma boa fonte de ácido fólico e contém ferro; ambos são necessários para a formação dos glóbulos vermelhos.
De todos os legumes existentes, a couve-galega é uma das fontes mais ricas em cálcio – é a mais rica em cálcio do que o leite – além do que fornece este mineral sob uma forma que é facilmente absorvida pelo organismo. Tal como as couves-de-bruxelas e os brócolos, a couve-galega possui compostos que podem bloquear a acção de alguns carcinogénios, ajudando assim a evitar o cancro. Estudos indicam que a ingestão de quantidades elevadas desses legumes está associada a um risco reduzido de cancro no estômago, intestinos e cólon.
A couve-galega contém ainda compostos, conhecidos por indóis, que estimulam o metabolismo do fígado e assim, indirectamente, a decomposição e eliminação da hormona feminina estrogénio. Os níveis altos de estrogénio têm sido associados ao cancro hormonodependente, incluindo o cancro da mama.
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