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Na minha casa não pode faltar umas folhinas de louro para temperar alguns pratos da cozinha tradicional portuguesa. O sabor do louro é tão agradável, especialmente em pratos de carne, que já se tornou imprescindível. Por tal, a minha curiosidade sobre esta planta recrudesceu. Vamos saber um pouco mais sobre ela:
Nome científico: Laurus nobilis - L.
Nome comum: Louro, Loureiro
Família: Lauráceas
O loureiro é chamado "árvore de plena luz", característico do clima mediterrâneo, existe nesta área até à Asia Menor. Teme o frio e não vai além dos 800 m de altitude. Embora pouco exigente quanto ao tipo de solo prefere-os leves e frescos, mas é comum em solos secos e mesmo pedregosos. Propaga-se por semente e rebenta bem pela touça e raízes.Vive cerca de 80 a 100 anos.
É uma planta muito ornamental e aromática. As suas flores também são perfumadas, mas são as folhas que são utilizadas como condimento. Produz uma madeira branco-rosa, dura, pesada, com um agradável cheiro. mas de pouca longevidade.
Esta planta reconhece-se facilmente pelo cheiro característico quando se maceram as folhas.O seu aroma levou o homem a espalhar o loureiro por toda a Bacia Mediterrânica, não se sabendo hoje ao certo, qual a sua zona de origem.
Propriedades:
Medicinais: digestiva, tratamento de bronquites, gripes e constipações. Possui propriedades anticancerígenas, antissépticas, adstringentes, carminativas, diuréticas, eméticas (induz o vómito), tonifica o estômago, estimula o apetite e a secreção de sucos digestivos. Quando consumida em doses elevadas apresenta propriedades narcóticas e é emenagogo (favorece a menstruação). O óleo do fruto é usado externamente para tratar entorses e hematomas; e o óleo das folhas tem propriedades narcóticas, fungícidas e antibacterianas.
Culinárias: aromatizar diversas sopas, doces e pratos de carne. De aroma doce e balsâmico, ressalta as notas da noz-moscada, da cânfora e proporciona uma adstringência refrescante. O louro é o ingrediente que nunca falta na cozinha portuguesa, sendo perfeito para caldos, guisados, todos os tipos de carne e também arroz. Combina com manjerona, salva, segurelha e tomilho.
Na Grécia Antiga, as coroas confeccionadas com ramos de louro eram o símbolo da vitória para os atletas e heróis nacionais, consagradas a Apolo. Esse costume também foi herdado por Roma, na época dos Césares. Por isso, o termo laureado deriva justamente do género Laurus.
A medicina popular indica o chá das suas folhas em caso de problemas com a digestão.
Vou mas é cortar mais um raminho de louro para pendurar atrás da porta da cozinha...

Num recanto do meu jardim, já vejo despontar pequenas folhinhas a partir dos bolbos que plantei em meados de Dezembro. Os Crocus começam a nascer, anunciando que, em breve, o inverno dará lugar à primavera e ao tempo bom. Estas pequenas flores, de várias cores, são óptimas para alegrarem os nossos jardins, quando são ainda as únicas testemunhas da beleza nos últimos dias de inverno.
Vamos conhecer um pouco mais sobre os Crócus:
Nome científico: Crocus sativus - L.
Nome comum: Crocus, açafrão, saffron (inglês)
Família: Iridaceae
Embora seja desta flor que se recolhe o açafrão, as variedades que possuímos nos nossos jardins nem sempre estão aptas para a sua recolha. Aliàs, não aconselhamos a recolha desta especiaria por mãos inábeis, atentando ao facto de que, esta planta, em quantidades excessivas, poderá tornar-se tóxica e levar à morte.
Não se conhece o seu habitat natural, embora esta planta seja encontrada em todo o sul da Europa, desde a Grécia à Ásia ocidental. Contudo, é uma planta resistente ao frio, podendo crescer numa meia-sombra, embora prefira uma exposição solar plena.
Para além da sua utilização na culinária, como especiaria, os estigmas do Crocus são também fonte de um corante, utilizado durante séculos, para colorir de amarelo as roupas de alguns indianos. Das suas flores é também obtido um corante azul ou verde.
Vale a pena fazer um canteiro ou uma bordadura com estas flores, belas para contemplar...
A Permacultura é essencialmente um conjunto de principios éticos e filosóficos que têm como objectivo planear, actualizar e manter sistemas humanos e naturais (jardins, hortas, vilas, aldeias, comunidades) de uma forma ambientalmente sustentável, socialmente e financeiramente justa e viável.
O termo, cunhado por Bill Mollison, provém do inglês «permaculture», que significa «agricultura permanente» ou «cultura permanente».
A permacultura foi criada pelos ecologistas australianos Bill Mollison e David Holmgreen na década de 1970, baseando-se no modo de vida integrado à natureza das comunidades aborígenes tradicionais da Austrália.
A ênfase está na aplicação criativa dos princípios básicos da natureza, integrando plantas, animais, construções e pessoas em um ambiente produtivo e com estética e harmonia. A Permacultura origina-se de uma cultura permanente do ambiente, estabelecendo na nossa rotina diária, hábitos e costumes de vida simples e ecológicos: um estilo de cultura e de vida em integração direta e equilibrada com o meio ambiente. Esta doutrina supõe um envolvimento quotidiano em atividades de auto-produção dos aspectos básicos de nossas vidas referentes a abrigo, alimento, transporte, saúde, bem-estar, educação e energia renovável.
Permacultura tem na sua relação com a atividade agrícola uma síntese das práticas tradicionais com ideias inovadoras, unindo o conhecimento secular às descobertas da ciência moderna, proporcionando o desenvolvimento integrado da propriedade rural de forma viável e segura para o agricultor familiar.
OS 3 PILARES DA PERMACULTURA:
1. Cuidar da Terra
2. Cuidar das Pessoas
3. Partilha Justa
OS 12 PRINCÍPIOS DA PERMACULTURA:
Para saber mais sobre Permacultura: http://permacultureprinciples.com/pt/
Ainda há poucos dias comprei um saco cheio de bolbos de cebolinho, que plantei e já estão a nascer. Gosto muito desta aromática, especialmente para temperar omeletes e ovos mexidos, em muito devido ao seu forte aroma a cebola.
Nome científico: Allium schoenoprasum
Nome comum: cebolinho (em Portugal), cebolinha ou cebolinha-francesa (no Brasil) ou chives (nos países anglo-saxónicos)
Da família dos alhos, esta planta é nativa da Europa, podendo encontrar-se ainda nos Himalaias e no Japão. Trata-se de uma planta bolbosa, resistente ao frio. É uma planta vivaz que se desenvolve em tufos muito densos. Apresenta folhas verde-escuras, roliças, que atingem no máximo 30 cm de altura. Em junho, cobrem-se de flores rosa-pálido, semelhantes a pompons. Estas flores devem ser imediatamente retiradas para que as novas folhas possam rebentar. As folhas frescas têm um agradável e suave sabor parecido com o da cebola, sendo especialmente utilizadas cruas em saladas, em pastas de queijo fresco e também em pratos de ovos e queijo.
Toda a planta possui um efeito benéfico sobre o sistema digestivo e sobre a circulação sanguínea, possuindo efeitos hipotensores. Melhora o apetite e as suas folhas são utilizadas como repelente.
É tão fácil cultivar cebolinho que é um pecado não ter em casa...

Confesso que também não conhecia, mas uma vizinha ofereceu-me um pé de serpão para plantar, dando-me a conhecer esta aromática. Ao que parece, é muito utilizada e conhecida nas regiões beirãs, sendo muitas vezes confundida com o vulgar tomilho. Segundo me ditou a vizinha Rosa, é bastante utilizada para condimentar pratos de carne, sobretudo o cabrito e o borrego.
Nome científico: Thymus serpyllum - L.
Nome comum: serpão, tomilho selvagem, serpilho, serpol...
Da família das Labiadas, esta espécie de tomilho selvagem é originária de toda a Europa, inclusivamente da Grã-Bretanha, Suécia, Hungria e Roménia.
Trata-se de uma erva aromática sempre verdejante, normalmente rasteira, embora possa crescer até uma altura de 30 cm. É resistente ao frio e floresce na primavera. É importante como planta atraente de insectos polinizadores. É também muito utilizada em jardins rochosos como planta ornamental.
Na culinária, as suas folhas são utilizadas em saladas ou como tempero de alguns pratos de carne, como já mencionámos. A infusão das suas folhas produz, da mesma forma, um chá bastante apetitoso.
Do ponto de vista medicinal, esta erva possui propriedades antisépticas, sendo benéfica para o sistema digestivo, inclusivamente no combate a afecções da boca. É muito utilizada no tratamento de doenças respiratórias, como a bronquite, devido ao seu efeito expectorante. A evidência demonstra que possui efeitos positivos no alívio de dores menstruais, cólicas, dores reumáticas e no tratamento do alcoolismo. Contudo, deve ser evitado o seu consumo durante a gravidez.
O óleo essencial extraído das folhas e das inflorescências do serpão é sobejamente utilizado na indústria perfumista. As suas flores são utilizadas para repelirem as traças da roupas.
Sabendo tudo isto, diga lá se não vale a pena ter um pé de serpão na sua horta ou jardim?

Há um antigo ditado popular português que dita que «coentros e rabanetes não vão à mesa do rei». Desconheço o motivo da sua exclusão na dieta real, mas concordo que o rei não deveria saber o que perdia. Concentremo-nos, contudo, nos rabanetes.
Nome científico: Raphanus sativus L.
Nome popular: Rabanete
Família: Brassicaceae
Categoria: Plantas hortícolas e rizomas
Origem: Ásia e Europa
Luminosidade: sol pleno
O rabanete é uma hortaliça anual de raiz, cultivada desde a antiguidade e consumida no mundo inteiro pelo seu sabor adocicado, refrescante e picante. Pertence à família Brassicaceae, a mesma da couve, do nabo, da mostarda e do agrião. Inúmeras variedades de rabanete estão disponíveis, selecionadas principalmente pelas suas características e pela época de plantio. Da mesma forma, há grande variação no tamanho, na forma e nas cores das raízes, que na maioria das vezes são alongadas ou esféricas e de cor branca ou vermelha, incluindo mesclas. Existem também variedades próprias para a produção de sementes, que podem ser utilizadas como tempero ou na extração de óleo.
Devem ser cultivados sob sol pleno, em solo fértil, drenável, neutro, enriquecido com matéria orgânica e irrigado regularmente. Aprecia o clima ameno.
Em termos medicinais, as raízes do rabanete são óptimas para saladas. Estimulam o apetite e a digestão, possuindo um efeito tónico e laxativo sobre os intestinos. A planta é utilizada no tratamento de parasitas intestinais. As folhas, as sementes e as raízes são utilizadas no tratamento da asma e de outras afecções respiratórias. O sumo de folhas frescas é diurético e laxativo. Resumidamente, podemos considerar os rabanetes como antibacterianos, antifúngicos, antiescorbuto, antiespasmódicos, adstringentes, digestivos, diuréticos, expectorantes, laxativos, ...
O rei nem sabe o que perdeu....
A primavera ainda não se adivinha mas, nos jardins, os bolbos de jacintos já começam a fervilhar. Vamos saber mais sobre esta planta que começa a dar cor aos nossos jardins invernais.
Nome: Hyacinthus orientalis
Família: Hyancinthaceae
Habitat natural: Turquia, entre as rochas, a altitudes superiores a 2000m. Daí ser classificado como «oriental», embora se tenha espalhado por toda a Ásia ocidental, pela Europa e pelo Mediterrâneo.
Trata-se de uma planta bolbosa, que poderá crescer até 30 cm, e que não tem medo do frio, florindo no início da primavera.
É preciso ter algum cuidado, especialmente com os animais, pois trata-se de uma espécie venenosa, cuja seiva poderá provocar problemas de pele. As toxinas estão concentradas no bolbo.
Como planta venenosa, não possui propriedades terapêuticas para os seres humanos. É, contudo, utilizada na aromaterapia e na perfumaria. Das suas flores obtém-se um óleo essencial extremamente fragrante. Das suas flores extrai-se, ainda, um corante azul. São também bastante utilizados na decoração de interiores, dado que podem florescer no interior de uma forma temporã.
Podem não ser os melhores amigos do homem, mas os Jacintos são tão belos, que apetecem ter em qualquer jardim, com as suas cores branca, azulada ou rosácea.
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