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Nestes dias frios e chuvosos, neste Janeiro invernal, sabe bem uma quente chávena de chá de cidreira! Mas não é daquele chá que se vende em saquetas, desprovido de qualquer aroma. O melhor mesmo é ir à horta, ou ao jardim, e colher umas 3 ou 4 folhas frescas, lavá-las e com elas preparar a infusão. Há quem seque primeiro as folhas e só depois as utilize. Contudo, a minha experiência comprova que as folhas frescas são mais aromáticas.
Aquilo a que comumente chamamos erva cidreira e que, muitas vezes, nasce como uma erva quase bravia nos campos, é cientificamente denominada de Melissa Officinalis. Pertence à mesma família da hortelã, como comprovam as suas paresenças.
A erva cidreira é considerada calmante e é utilizada desde a Idade Média para reduzir o stress e a ansiedade, como panaceia contra a insónia, para abrir o apetite e para auxiliar a digestão. Já antes, esta planta era utilizada para limpar feridas e picadas de insectos. Actualmente, é combinada com outras plantas, como a valeriana ou a camomila, para promover o relaxamento, através da infusões.
Nativa da Europa, a cidreira encontra-se disseminada por todo o mundo. Na primavera e no verão, florescem pequenas flores amarelas nas axilas das folhas, importantes na atracção de abelhas e de outros polinizadores. Se esfregarmos os dedos nas folhas desta planta, eles ficarão com um aroma limonado e tão prazenteiro, que só pode ser saudável.
Vá beber um cházinho, mas com cidreira da sua horta. Não admita imitações de marcas conhecidas, em saquinhos... É mais barato e mais saudável!

Uma das mais interessantes culturas de inverno, em termos de sabor e aparência, é sem dúvida a da couve-brócolo. Este vegetal é extremamente importante para a saúde e, para as crianças, pela sua forma pouco habitual, funciona como um chamariz para a importância do incremento do consumo de vegetais.
Vamos saber mais sobre os brócolos:
Nome científico: Brassica oleracea L. var. italica. Tb conhecinda por: B. Oleracea var. botrytis f. Cymosa
Da família das Brassicaceas, esta planta tem origem no Mediterrâneo oriental e terá surgido provavelmente antes da couve-flor. Tornaram-se populares em Itália e extravasaram as suas fronteiras na segunda metade do século XX, invandindo os mercados americano e europeu.
Note-se que é uma cultura de estação fresca, tolerante às geadas e a temperaturas extremas.
As inflorescências de Brócolos colhem-se quando atingem o tamanho máximo e ainda se apresentam compactas. Deve-se cortar o caule que suporta a inflorescência a uns 15, 25 cm dependendo do tamanho da cabeça. Contudo, todas as partes da planta são comestíveis, inclusivamente as folhas.
Os brócolos são muito utilizados em sopas, saladas, em pratos de carne ou peixe, podendo ser comercializados em fresco ou congelados. Têm um elevado teor de vitaminas A e C e fibra. Constituído também por alguns glucosinolatos que lhe conferem um poder anticancerígeno.
O seu teor de cálcio é extremamente elevado, cerca de 5 vezes superior ao encontrado no leite, sendo por isso importante para a saúde dos ossos e dos dentes.
Do que está à espera para plantar uns quantos brócolos no seu quintal?
![IMG_20181012_152516[1].jpg IMG_20181012_152516[1].jpg](https://c3.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/G9417685e/21200974_PYetc.jpeg)
Cultivada desde tempos imemoriais, a couve de folhas apresenta-se sob várias variedades, das mais lisas às mais crespas. Na Roma Antiga consumia-se esta couve após os estados de embriaguês, em mercê do seu comprovado efeito desintoxicante no organismo humano.
Antes de mais, a couve-galega (Brassica oleracea var. acephala DC) tem a grande vantagem de ser produzida durante todo o ano e em qualquer zona climática do país.
Oriunda da costa mediterrânica e da Ásia, é também conhecida por Couve cigana, couve todo o ano, couve sem cabeça, de cortar ou couve de folhas.
São couves com folhas grandes que se vão retirando ao longo do ano conforme as necessidades, podendo atingir uma envergadura de 2m de altura.
Em Portugal, é sobejamente utilizada na confecção de caldo verde e de outros pratos tradicionais, como a feijoada ou o cozido à portuguesa.
A couve-galega é uma óptima fonte de dois antioxidantes, a vitamina C e o betacaroteno. O organismo converte o betacaroteno em vitamina A, necessária para a visão nocturna, pele e resistência ás infecções. Uma dose de 100 gramas de couve-galega (crua ou cozida) fornece ¾ da dose diária recomendada de vitamina A – e quase o dobro da dose diária recomendada de vitamina C, que ajuda a manter o sistema imunitário saudável.
A couve-galega é uma boa fonte de ácido fólico e contém ferro; ambos são necessários para a formação dos glóbulos vermelhos.
De todos os legumes existentes, a couve-galega é uma das fontes mais ricas em cálcio – é a mais rica em cálcio do que o leite – além do que fornece este mineral sob uma forma que é facilmente absorvida pelo organismo. Tal como as couves-de-bruxelas e os brócolos, a couve-galega possui compostos que podem bloquear a acção de alguns carcinogénios, ajudando assim a evitar o cancro. Estudos indicam que a ingestão de quantidades elevadas desses legumes está associada a um risco reduzido de cancro no estômago, intestinos e cólon.
A couve-galega contém ainda compostos, conhecidos por indóis, que estimulam o metabolismo do fígado e assim, indirectamente, a decomposição e eliminação da hormona feminina estrogénio. Os níveis altos de estrogénio têm sido associados ao cancro hormonodependente, incluindo o cancro da mama.
Quando comecei com a minha horta, uma das primeiras coisas que comprei foram uns pés de malaguetas num centro de jardinagem das redondezas. Qual não foi o meu espanto quando comecei a vislumbrar os primeiros frutos pendentes produzidos por aquela planta! Afinal, não eram malaguetas, mas sim a intitulada «pimenta de Cayenne».
Vamos saber um pouco mais sobre ela.
Nativa da América do Sul, esta planta terá sido introduzida na Europa por Cristóvão Colombo, de modo a substituir a pimenta preta, mais cara e oriunda da Ásia. Terá sido Fernão de Magalhães que, da mesma forma, terá introduzido esta cultura em Africa e na Ásia, continentes que a incorporaram na sua cozinha e na sua farmacopeia.
Família: Solanácea
Género: Capsicum
Espécie: Annuum
Cultivar: Cayenne
É também conhecida como «chili pepper». O seu nome deve-se ao seu cultivo na aldeia de Cayenne, na Guiana Francesa.
Benefícios para a saúde:
Essencialmente utilizada como tempero, possui um sabor picante devido a uma substância, a capsaicina. Esta substância tem resultados positivos no alívio da dor, beneficios cardiovasculares e ajuda a prevenir úlceras estomacais. Esta pimenta é, também, uma boa fonte de vitamina A e betacarotenos.
Tem uma acção antinflamatória e descongestionante nasal. Se quiser desentupir o nariz, beba um chá de pimenta cayenne.
Auxilia na perda de peso.
É, pois, uma fonte inesgotável de saúde, que não devemos desprezar.
Se ainda não experimentou, está à espera de quê?

Pois é, já Janeiro vai a meio, e ainda estamos a tempo de semear umas quantas ervilhas. É bom que o faça, de modo a perceber a diferença de sabor existente entre as que cultiva e as que compra congeladas no supermercado.
O nome científico da ervilha é Pisum sativum, uma leguminosa que tem o seu habitat natural na Ásia oriental.
É uma planta anual que pode crescer até 2 m. Não tem medo do frio, e floresce de Maio a Setembro. As flores são hermafroditas e autopolinizáveis. Muito importante é a sua capacidade de fixar nitrogénio no solo, enriquecendo-o. Gosta de uma boa exposição solar e não consegue crescer na sombra.
Deliciosas, as ervilhas podem ser consumidas em saladas ou como prato principal, ou ainda em sopas.
São deliciosas e excelentes para uma dieta equilibrada.
Por 100g, as ervilhas contêm:
- 44 calorias
- 76,5% de água
- proteínas, hidratos de carbono, fibras
- minerais: cálcio, fósforo, ferro, sódio, potássio
- vitaminas A, B1, B2, C
O que ainda não sabia é que a ervilha é contraceptiva, antifúngica e espermicida. O óleo extraído da ervilha, quando ingerido, interfere, nas mulheres, com a produção de progesterona, inibindo o desenvolvimento endometrial. Estudos demonstram que o óleo de ervilha reduz a taxa de gravidez na ordem dos 60% e reduz o esperma masculino na ordem dos 50%.
Coma ervilhas, fazem bem à saúde e ... têm poucas calorias!
Na minha horta cresce uma «Dama da Noite», planta de jardim de nome extremamente poético. Foi a minha vizinha que ma ofereceu, embora ela não soubesse bem o que me estava a oferecer. Vamos conhecer mais sobre este arbusto que, com poda específica poder-se-à tornar numa bela árvore.
Tb conhecida por: Jasmim nocturno
Família: Solanácea (a mesma, por exemplo, do tomate...)
Género: Cestrum
Espécie: nocturnum
Categoria: Tropical ou semi-tropical
Altura: pode atingir 2 a 3 m
Temperatura mínima: não suporta temperaturas inferiores a 0ºC
Exposição Solar: Directa ou sombra parcial
Perigos: Todas as partes da planta são venenosas quando ingeridas
Cor das inflorescências: Verde pálido
Altura da Floração: Floresce repetidamente durante o ano
Folhagem: sempre verde
Outros detalhes: Possui flores extremamente fragrantes nomeadamente durante a noite; pode ser utilizada como planta de interior
pH do solo: Neutro
Planta não patenteada
Método de propagação: por estacas ou por sementes
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.